quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Há um silêncio no Alaska - se extingue a língua Eyak


Foto de Marie Smith Jones (2004) fonte APRN

Faz exatamente um ano, hoje, 21 de janeiro, de 2009, que morreu Marie Smith Jones, a última india Eyak e por conseguinte a última falante da lingua Eyak. A lingua não tem mais quem a fale. Assim, o espaço que Eyak tinha na "Linguaesfera", silenciou, está vazio. Para mim, a morte de uma lingua é um acontecimento triste. Uma lingua é como se fosse um um baú onde estão guardadas lembranças, conceitos, descrições, nomes, palavras, memórias, canções de ninar, canções de alegria, canções de prazer e de tristeza. No mundo naturalmente criado para ser diverso, a morte do Eyak significa, para mim, uma diminuição na diversidade e essa dimuição faz falta. Ai, que falta me faz esse Eyak que nunca ouvi.



The last traditional speaker of the Eyak language died yesterday, making the language extinct. Eyak Chief Marie Smith Jones was 89 years old. She was the last person to have learned the language the traditional way, taught as a child from her parents.

Her long-time language documentarian, linguist Dr. Michael Krauss began working with her in 1962. He says Chief Marie kept the language going for many years after her older sister died in the early 1990s.

Chief Marie had 9 children; 7 are still living. Her funeral will be held in Anchorage on Friday at the St. Innocent Russian Orthodox Cathedral. Viewing is at 11:00 a.m. and services are at 1:00 p.m.

Lori Townsend, APRN - Anchorag
http://aprn.org

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